"Vigiar é cuidar. Quem vigia, protege."
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Doze capítulos em três partes. Cada dado com fonte e ano declarados. Cada proposta dentro do que um mandato de deputado estadual pode de fato cumprir — porque prometer o que o cargo não permite é a primeira forma de mentir na política.
O Pacto do Sentinela é um movimento civil, desarmado, aberto e público. Não é corporação, não é milícia, não é força auxiliar de polícia e não substitui nenhuma instituição do Estado. Quem assina não recebe autoridade sobre ninguém — recebe um dever sobre si mesmo. A vigilância aqui proposta é a do cidadão sobre o poder público: contas, obras, serviços e promessas. Nunca a vigilância de cidadãos sobre cidadãos.
Um código que não pode ser conferido por terceiros é enfeite. Cada cláusula abaixo gera uma evidência pública — agenda, planilha, balanço, retratação.
Digo o número verdadeiro — e corrijo em público o dado que errei.
Não prometo o que o cargo não permite.
Publico minha agenda: com quem me reuni e a pedido de quem.
Publico o destino de cada emenda: valor, objeto, município, execução.
Não uso púlpito, templo ou culto como palanque.
Não peço voto em troca de bem, serviço, emprego ou favor.
Defendo o policial honesto e denuncio o desonesto.
Repudio a execução extrajudicial, a tortura e a humilhação do preso.
Trato adversário como adversário, não como inimigo.
Não exponho cidadão nas redes deste movimento.
Presto contas do Instituto com auditoria independente.
Aceito ser cobrado por estas cláusulas por qualquer pessoa.
Trezentas pessoas de boa-fé, de áreas diferentes e de todo o Pará, convidadas para fundar e sustentar as primeiras ações do Instituto Sentinela — e para assinar, como fundadoras, a doutrina que este livro apresenta.
Trezentos é número suficiente para sustentar um instituto e pequeno o bastante para que cada pessoa seja conhecida, responsável e cobrável pelo nome. Um movimento grande demais dilui a responsabilidade; um pequeno demais vira panelinha. Trezentos é a medida de um corpo em que ninguém se esconde.
A referência é a mesma que dá nome ao Pacto: em Juízes 7, uma força pequena e vigilante prevalece não pelo tamanho, mas pela atenção de cada um. Aqui a atenção é a mesma, o instrumento é outro — planilha de conta pública, não espada.
Vinte e cinco vagas para cada uma das doze áreas. A regra existe para impedir que o círculo vire uma sala cheia de gente parecida — o erro clássico de todo grupo fundador.
Reserva mínima: metade das vagas para mulheres, um terço para residentes fora da Região Metropolitana de Belém e trinta vagas para pessoas com menos de 29 anos.
Ser mantenedor do Instituto não é, e não pode ser, doação de campanha. São coisas juridicamente distintas e que não se misturam: doação eleitoral tem limite legal, sistema próprio e prestação de contas à Justiça Eleitoral; contribuição a uma associação civil segue outro regime inteiramente.
Por isso o cronograma é este: até a eleição, o Protocolo 300 é um compromisso de nome e de trabalho, sem qualquer contribuição financeira. A constituição jurídica do Instituto e o início das contribuições acontecem depois do pleito. Quem entrar agora entra com o tempo e a reputação — não com o bolso.
Um mandato passa. Um pacto permanece. O Instituto Sentinela nasce como entidade civil sem fins lucrativos, com três frentes permanentes e regras de existência escritas antes de haver dinheiro em caixa.
Ética pública, orçamento, legislação e liderança comunitária para jovens e lideranças de bairro. Medida por formados e projetos comunitários gerados.
Apoio jurídico, psicológico e social a familiares de policiais e agentes penitenciários mortos, feridos ou adoecidos em serviço.
Auditoria cidadã de contas públicas, com relatórios encaminhados a Tribunal de Contas e Ministério Público — nunca publicados com acusação nominal.
Coronel da reserva da Polícia Militar do Estado do Pará e engenheiro civil. Foi Secretário de Saneamento de Ananindeua entre 2013 e 2020.
Em 2018 disputou sua primeira eleição, para o Senado, e recebeu 324.331 votos — 4,63% dos votos válidos do Pará — sem nunca ter exercido mandato. Em 2020 foi eleito vereador de Ananindeua com 2.928 votos.
Reeleito para a 20ª Legislatura (2025–2028), preside a Comissão Permanente de Infraestrutura e Obras da Câmara Municipal e integra a Comissão de Transporte, Política Econômica, Urbana, Metropolitana e Turismo.
Duas profissões que este livro tenta unir: como se constrói uma estrutura que não cai, e como se protege quem vive dentro dela.
Conteúdo de formação e prestação de contas, publicado de forma aberta. Você cobra melhor o que consegue acompanhar.
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A toda pessoa de bem, de fé e de trabalho — homem ou mulher, de qualquer crença ou de nenhuma. Quem assina não jura fidelidade a pessoa, partido ou igreja. Assume um padrão de conduta sobre si mesmo.